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Marcas de luxo fecham as portas no Brasil

varejo de luxo

Por Ricardo Ojeda Marins

Não há dúvidas que o Brasil vive momento delicado. Política e economicamente o país está em crise, e cada vez mais estampado nas páginas de renomeados jornais e revistas internacionais.

O mercado de luxo, apesar de ter a imagem de um mercado “sem crise” vive agora situação de alerta. Algumas marcas já deixaram o País por conta da elevação do câmbio e da alta carga tributária, fatores que podem tornar a operação de algumas marcas simplesmente inviável por aqui.

O varejo de luxo especificamente parece ser o mais atingido. A francesa Ladurée, famosa por seus tradicionais macarons, encerrou suas atividades no Brasil: recentemente fechou sua linda loja do Shopping JK Iguatemi em São Paulo. Atualmente o preço unitário de seus macarons estava R$ 11, mesmo valor que custa para importar cada doce. Ainda no segmento alimentício, a marca espanhola de chocolates Cacao Sampaka e a americana Red Lobster, famosa por suas lagostas, também encerraram suas atividades no Brasil.

vilebrequin fecha no brasil

A grife Vilebrequin, uma das marcas mais exclusivas de moda praia, também está deixando o país. Seus famosos shorts custavam a partir de R$ 880 em suas lojas no Brasil. Desde janeiro de 2016, a grife anunciou liquidação de 50%, que dura até os dias de hoje, o que é raro (e inadequado) na gestão de uma marca de luxo. Sua loja no Rio de Janeiro já foi fechada e esta semana a marca anunciou em seu perfil no Instagram que fechará também suas unidades dos shoppings Cidade Jardim e Iguatemi São Paulo. A grife conseguiu manter por algum tempo o preço de seus produtos negociados ainda com o dólar americano em valor razoável. Com a desvalorização do real perante o dólar, novas peças passariam da casa dos R$ 1400, inviável para o varejo de luxo brasileiro.

Apesar da crise e do dólar alto, há ainda empresas que apostam no Brasil. É o caso da americana Ralph Lauren, que em 2001 havia encerrado suas atividades e em 2015 voltou a investir por aqui, inaugurando sua loja no Shopping Cidade Jardim com as coleções mais exclusivas e de edição limitada. Este ano, a grife voltou também com a coleção Polo, inaugurando loja no Shopping Iguatemi São Paulo, um dos mais tradicionais do país.

Vale destacar que, quando a operação da marca não é feita diretamente por ela como o caso da Vilebrequin, fica ainda mais difícil bancar os custos e lidar com variação cambial, uma vez que, obviamente, seus representantes no país precisam ter margem de lucro. No caso da Vilebrequin, representada pela empresária Michelle Nasser, chegou a trabalhar com margens reduzidas, mas pelo visto não foi suficiente para sobreviver por aqui.

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Chef a domicílio: puro luxo contemporâneo e muito sabor

bloochef chefe domicilio

Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

O conceito pessoal de luxo é relativo. Para uns, é comprar um iate, uma Lamborghini ou uma Ferrari. Para outros, é morar em um apartamento em Manhattan. Há os que querem apenas tempo para a viver em paz.

Independentemente do que você pense, no luxo contemporâneo prevalece a experiência e a privacidade, ambas buscadas na maior parte das vezes por consumidores exigentes que almejam a qualidade de vida muito além do “ter”.

Na busca por experiências, impossível não falarmos de gastronomia. Foi lançado, recentemente, o Bloochef – ferramenta criada por Juliana Gonçalez, do Blog Limão com Alecrim e seus sócios Rafael Taube e João Furlan – que promove o encontro entre chefs de cozinha e pessoas que querem vivenciar momentos inesquecíveis em casa e ao lado de amigos, da família ou, ainda, ao lado do seu amor em um jantar romântico.

O Bloochef ajuda você a encontrar o menu perfeito através de filtros como data, preço, tipo de culinária e dieta alimentar. Assim que o cliente decidir por um menu, é preciso agendar, indicar o local do evento e informar o número de pessoas. O chef irá receber a sua reserva e, assim que possível, enviará a resposta.

juliana goncalez joao furlan bloochef

Para fazer parte da plataforma, cada chef passa por critérios rigorosos. Toda a comunicação entre eles e o cliente é feita via plataforma. Para facilitar o pagamento, o Bloochef tem a opção de dividir a conta e cobrar dos participantes como se todos estivessem em um restaurante. Os menus vão desde o simples ao máximo da sofisticação. Chefs como Thiago Maeda, Fernando De Donato, Lucia Violet Sequerra, Julien Mercier e Carol Perez são alguns dos seletos nomes que você terá à disposição.

Hoje, ter tempo e estar próximo das pessoas que gostamos é bem raro. E experiência muito almejada no segmento do luxo especialmente, mas não somente nele. Além disso, com a situação caótica de insegurança que vivemos nas cidades brasileiras, muitas pessoas preferem abdicar de sair com frequência e dar lugar a programas privativos em casa ou na de amigos e parentes.

O Bloochef, pelo jeito, chegou em boa hora: tudo muito simples e com acesso amigável para que você desfrute experiências gastronômicas conforme o seu gosto e necessidades peculiares. Tudo entregue em casa e com pessoas que você deseja por perto, menu que atende o seu paladar e privacidade total.

Puro luxo contemporâneo!

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Assim como nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que é caro, é luxo

milton jung mercado de luxo CBN

Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Produtos de luxo têm valor de venda alto, principalmente se comparados aqueles destinados ao mercado de massa. Mas será que um produto ou serviço caros são necessariamente de luxo?

Primeiramente é essencial entendermos uma questão a respeito de preço de bens e serviços de luxo: quase não tem nenhuma relação com o dinheiro em si. O consumidor desse segmento se dispõe a pagar um preço alto por qualquer bem que queira comprar, mas, claro, não por qualquer produto. Ele busca o raro, o único e o exclusivo – aquele produto feito exclusivamente para ele.

O preço de mercado de um produto de luxo é um dos critérios determinantes de sua vinculação a este seleto universo. Porém, vale lembrar, que, apesar de um produto de luxo comumente ter um valor alto, um produto de preço alto em si pode não ser necessariamente de luxo.

Inúmeros são os exemplos e em diversos segmentos: muitos empresários, no Brasil, criam marcas próprias, as direcionam para o mercado luxo, investem em pontos de venda em endereços nobre, desenvolvem produtos de qualidade e, consequentemente, cobram caro por isso. Mas se pensarmos no conceito de luxo propriamente dito, para um produto ser considerado como tal é necessário muito além de qualidade e loja bem montada: marcas de luxo têm décadas, às vezes séculos, de história, prestígio e renome. Estão nessa categoria porque marcaram época.

Outro exemplo interessante, encontramos no setor de turismo. Ao pesquisar hotéis em sites especializados, é comum ver, no mesmo destino, hotéis de diferentes níveis com preços similares. O consumidor que, eventualmente, não seja um conhecedor do segmento, no primeiro momento, pode achar que um determinado hotel considerado comum seja tão luxuoso quanto um hotel renomado, tudo por conta do preço semelhante.

Não se engane pelas aparências: produtos de luxo têm, sim, um valor de venda mais alto, mas nem todo preço alto determina a qualidade do produto ou o eleva a posição de luxo. Já aprendemos que nem tudo que reluz é ouro!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A foto que ilustra este post é do álbum de Duchess Flux, no Flickr, e segue certificado de criação comum proposto pelo autor

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