Arquivo para a Categoria ‘Viagens e Turismo’

Em hotel de luxo, portas abertas à mordomia

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Um mordomo à sua disposição. Talvez a frase remeta leitores aqui do Blog para tempos passados. Seculares quem sabe. A verdade é que os serviços de mordomia, em hotéis de luxo, prevalecem, e claro, acompanham a evolução do comportamento e das exigências de viajantes de alto poder aquisitivo

A rede de hotéis St. Regis, marca de luxo da Starwood Hotels, é a prova disso. O serviço de mordomo em seus hotéis é marca registrada preciosa da experiência desde os primeiros hóspedes, recebidos em 1904, ano em que foi inaugurado The St. Regis New York, unidade da rede na Rua 55, a alguns passos do Central Park, em Manhattan, e onde a presidente Dilma Rousseff se hospeda quando está na cidade. Sua visão era oferecer um serviço excepcional e esse compromisso com a excelência foi incorporado pelos mordomos St. Regis, que desde aquela época até os dias de hoje mantém como regra o encantamento de seus clientes.

Afinal, o que faz um mordomo? Um mordomo poderá ajudá-lo em tarefas como fazer e desfazer malas (uma das tarefas mais odiadas pelos seres mortais, segundo pesquisas de opinião), chegar após o seu despertar para abrir as cortinas, entregar o café ou chá, bem como o jornal do dia e a previsão do tempo. Ele ainda poderá providenciar que suas roupas sejam passadas e fiquem alinhadas. No caso da rede St. Regis, o cliente conta ainda com o e-butler, atendimento por e-mail, no qual o mordomo recebe sua solicitação online, o que é perfeito para os hóspedes mais “digitais”.

Supérfluo para alguns, necessidade para outros. Em uma viagem de lazer ou a trabalho, economizar o tempo de desfazer uma mala ou se preocupar com uma peça de roupa para ser passada pode representar algo bem valioso. Afinal, hoje, para o consumidor contemporâneo, tempo livre é o seu bem mais raro e para muitos é um sonho de consumo.

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Assim como nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que é caro, é luxo

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Produtos de luxo têm valor de venda alto, principalmente se comparados aqueles destinados ao mercado de massa. Mas será que um produto ou serviço caros são necessariamente de luxo?

Primeiramente é essencial entendermos uma questão a respeito de preço de bens e serviços de luxo: quase não tem nenhuma relação com o dinheiro em si. O consumidor desse segmento se dispõe a pagar um preço alto por qualquer bem que queira comprar, mas, claro, não por qualquer produto. Ele busca o raro, o único e o exclusivo – aquele produto feito exclusivamente para ele.

O preço de mercado de um produto de luxo é um dos critérios determinantes de sua vinculação a este seleto universo. Porém, vale lembrar, que, apesar de um produto de luxo comumente ter um valor alto, um produto de preço alto em si pode não ser necessariamente de luxo.

Inúmeros são os exemplos e em diversos segmentos: muitos empresários, no Brasil, criam marcas próprias, as direcionam para o mercado luxo, investem em pontos de venda em endereços nobre, desenvolvem produtos de qualidade e, consequentemente, cobram caro por isso. Mas se pensarmos no conceito de luxo propriamente dito, para um produto ser considerado como tal é necessário muito além de qualidade e loja bem montada: marcas de luxo têm décadas, às vezes séculos, de história, prestígio e renome. Estão nessa categoria porque marcaram época.

Outro exemplo interessante, encontramos no setor de turismo. Ao pesquisar hotéis em sites especializados, é comum ver, no mesmo destino, hotéis de diferentes níveis com preços similares. O consumidor que, eventualmente, não seja um conhecedor do segmento, no primeiro momento, pode achar que um determinado hotel considerado comum seja tão luxuoso quanto um hotel renomado, tudo por conta do preço semelhante.

Não se engane pelas aparências: produtos de luxo têm, sim, um valor de venda mais alto, mas nem todo preço alto determina a qualidade do produto ou o eleva a posição de luxo. Já aprendemos que nem tudo que reluz é ouro!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A foto que ilustra este post é do álbum de Duchess Flux, no Flickr, e segue certificado de criação comum proposto pelo autor

Após reforma, hotel Ritz Paris anuncia reabertura sem perder a majestade

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Um ícone do luxo parisiense e mundial, o Hotel Ritz Paris passa por reforma desde 2012. Reforma, aliás, avaliada em 140 milhões de euros (cerca de 532 milhões de reais). Para a alegria dos amantes de um dos hotspots mais prestigiosos da capital francesa, o hotel anunciou sua reabertura oficial para março de 2016 e já está aceitando reservas. A previsão é de que o hotel fará um private reopen ou seja vai oferecer as primeiras reservas para seus clientes assíduos, antes de abrir para o público em geral oficialmente.

Fundado em 1898 e localizado na Place Vendôme, o hotel faz parte da história da capital francesa. A reforma não fará o hotel perder sua essência. Decorações grandiosas e o ambiente íntimo e tranquilo vão permitir aos hóspedes encontrar sempre a atmosfera inigualável da arte de viver à francesa.

Quanto custa se hospedar em um dos hotéis mais luxuosos de Paris? A diária de menor valor: 985 dólares (cerca de 3.400 reais).

Como já se espera de empresas do segmento de luxo, o Ritz não seria diferente: o hotel é símbolo de história, prestígio e sofisticação, e já recebeu hóspedes como princesa Diana, Charles Chaplin, e Coco Chanel – que inclusive manteve uma suíte por mais de 30 anos. Hoje esta suíte, aberta ao público, leva o nome dela: Coco Chanel Suite.

Por falar em Chanel, o hotel vai abrigar o Chanel au Ritz – primeiro spa da grife – dedicado aos cuidados com a pele e a escola de culinária Ritz Escoffier. Já a gastronomia contará com a assinatura do chef Nicolas Sale.

Ao assistir ao vídeo abaixo, você haverá de concordar que o Ritz Paris é, de verdade, sinônimo do luxo: tem história e tradição, além de dar valor ao “feito à mão”, ao sob medida, à perfeição e à arte de encantar o cliente.

https://www.youtube.com/watch?v=8bttuSzaJDg#action=share

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A importância dos embaixadores para as marcas de luxo

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Quando falamos em Gestão do Luxo, sabemos que toda empresa do segmento deve ter uma política de comunicação seletiva. E para promover a marca e dar a esta maior visibilidade, cada vez mais empresas do segmento investem em um “embaixador”, função geralmente representada por atores, celebridades, socialites ou personalidades do esporte.

O que é um Embaixador da Marca?

É alguém que promove e representa a marca em eventos e ações de marketing, e endossa os seus produtos tendo, necessariamente,que manter a identificação com esta. Por isso, na maioria das vezes, o promotor é um consumidor, apaixonado e admirador da marca.

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Exemplo recente, é o do ator Rodrigo Santoro que foi nomeado embaixador da Montblanc para divulgar seus produtos no Brasil. Também há pouco tempo, a brasileira Track&Field, que atua no setor premium de moda fitness, nomeou a empresária e personal stylist Roberta Carbonari Muzy para o cargo. A função vai muito além da moda e do varejo de luxo. No turismo, o jogador de pólo argentino Nacho Figueras é das mais interessantes referências no tema ao ser embaixador,há alguns anos, da rede de St. Regis (marca de luxo da Starwood Hotels) e modelo da grife Ralph Lauren.

A posição é cobiçada por muitos e está disponível para raros. Mesmo porque, como já escrevi antes, o profissional deve compartilhar dos mesmos valores da marca. A personalidade da grife e a do embaixador têm de manter os mesmos princípios, moral e estilo atraentes. Para que o consumidor perceba essa identificação,é fundamental a presença do embaixador nos eventos e, principalmente, nas campanhas de lançamento de um novo produto. Sem esquecer que suas aparições públicas, mesmo que desvinculadas da marca, estarão sob análise.

A autoridade, a credibilidade e a admiração que celebridades podem transmitir fazem delas potenciais representantes da marca, estratégia usada também no mercado de massa. Esse profissional não recomenda algo que não tenha provado ou no qual não acredita. Esse engajamento com o formador de opinião é um importante passo que irá anteceder e facilitar um impacto positivo pela associação do produto a lifestyle, aumentando o desejo de seu público alvo por ele.

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Para encantar clientes, hotel oferece serviço de luxo aos cães

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

 

Para aqueles que não podem sequer pensar na ideia de deixar seus animais de estimação em casa durante uma viagem, uma notícia perfeita: o luxuoso hotel Pera Palace Jumeirah (Istambul) lançou um novo menu, “Four Legged Luxury”, no qual oferece mimos para que os pequenos animais de estimação de seus hóspedes possam experimentar o mesmo serviço impecável que seus donos vivenciam.

O menu “in-room” foi especialmente desenvolvido com aprovação veterinária e inclui salmão e filé de carne bovina, entre outras coisas. Todos os pratos são preparados sem qualquer tempero ou ossos, garantindo que sejam saudáveis para os bichinhos.

Projetado pelo renomado arquiteto Alexander Vallaury, o Pera Palace Hotel Jumeirah já recebeu uma impressionante lista de convidados, incluindo Ernest Hemingway, Alfred Hitchcock e Agatha Christie. Hoje, o hotel mantém o estilo clássico elegante que o tornou famoso, com características do século 19.

Talvez ao ler esse artigo, muitos leitores pensarão que trata-se de futilidade. A verdade é que quem tem um animal de estimação, o tem como membro da família, e existe uma relação de amor incondicional. Além disso, é incontestável que o mercado de produtos e serviços para pets cresce cada vez mais.

Antenado com as tendências mundiais, o Pera Palace Hotel Jumeirah, com esse programa especial, está encantando ainda mais os seus clientes, e encantar no mercado do luxo é algo que exige que as empresas não meçam esforços quando o desejo é a questão principal. O hotel está ainda empenhado em ações beneficentes e recentemente fez uma parceria com uma instituição de caridade para arrecadar fundos para um abrigo de animais abandonados nas proximidades.

Luxo contemporâneo e consciente!

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

O que empresas de massa têm a aprender com a Gestão do Luxo

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

No mercado do luxo, sabemos que a excelência na qualidade dos produtos e serviços é imprescindível, tanto quanto no atendimento, o que proporcionará a sensação mais importante nesta relação com o cliente: o encantamento. A busca dessa qualificação é necessária também em empresas que não atuam no segmento de luxo. Mas, por estarem em um mercado de massa, os produtos e serviços oferecidos por essas empresas poucas vezes atingirão o mesmo nível. Independentemente disso, com o mundo globalizado e o mercado competitivo, todos precisam estar antenados na arte de encantar – lição aprendida em livro assinado por Guy Kawasaki.

Recentemente, observei essa preocupação em um caso envolvendo um casal de idosos e a companhia aérea TAM. Os dois passageiros receberam atendimento de altíssima qualidade nos aeroportos de Guarulhos e de Miami. Um deles, prestes a embarcar em São Paulo, com bilhete em classe econômica, emitido a partir do programa de milhagem, com saúde frágil, sentiu-e mal ao chegar ao aeroporto internacional. No momento do check-in, foi pedido à TAM uma cadeira de rodas para que ele pudesse se locomover. Em menos de 5 minutos, a companhia forneceu não apenas a cadeira, como deixou um funcionário à disposição do passageiro, tendo-o guiado por todo o percurso, desde a passagem pela casa de câmbio, Sala VIP, portão de embarque até entrar na aeronave. Em Miami, no desembarque, o atendimento se repetiu, com o passageiro sendo transportado até a loja de aluguel de carro. O retorno para o Brasil, desde Miami, foi acompanhado da mesma atenção.

As companhias aéreas são geralmente alvo de reclamação no Brasil e têm razão os que as criticam, pois pecam muito em seus serviços, principalmente em terra, por diversos motivos. Nesse caso, porém, é justo elogiar a excelência do atendimento prestado que encantou o passageiro mesmo ele não sendo um cliente da primeira classe ou executiva.

A experiência vivenciada pelo cliente é hoje algo percebido não apenas por consumidores de alto poder aquisitivo. Clientes de empresas que não são de luxo nem atuam no mercado premium também têm – e merecem – seu nível de exigência e a expectativa de um bom atendimento. Muitas companhias, de diversos setores, deveriam atentar-se a contribuição que o conhecimento de Gestão do Luxo oferece aos seus negócios, produtos, serviços e marcas, mesmo que atuando em setores mais populares, e aprender como encantar seu cliente, favorecendo a fidelização.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Luxo: o equilíbrio interno como objeto de desejo

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Ter um apartamento em Paris ou Nova York, jóias feitas sob medida, relógios, roupas, carros, helicópteros, aviões … São inúmeras as possibilidades de produtos e servicos que vem à mente quando pensamos no mercado do luxo. Como já falamos em alguns artigos, anteriormente, aqui no Blog do Mílton Jung, o conceito de luxo é muito variável de pessoa pra pessoa. Cada indivíduo tem desejos únicos.

Ainda é muito comum escutarmos frases tais como “é melhor chorar em Paris do que rir dentro de um ônibus lotado em São Paulo” e “dinheiro não compra felicidade, mas pode comprar momentos felizes”. Ou, quem sabe, uma ilusão de momentos felizes? É impossível viver com esse falso pensamento, pobre interiormente, de que basta o material.

Hoje, há uma evolução do consumidor de luxo que busca muito além do material. Busca, na verdade, independentemente de seus bens (já adquiridos ou em vias de adquirir) autoconhecimento, uma evolução como ser humano e equilíbrio interior. Busca, inclusive, sensações em suas aquisições. Uma viagem é um ótimo exemplo disso: comemorar seu aniversário com a família e amigos em uma villa privativa na Toscana poderá ser memorável a tal ponto que vai gerar um valor incomparável a qualquer bem durável como um carro ou um avião.

As responsabilidades social e ecológica também fazem parte das ambições desse consumidor contemporâneo, que usa parâmetros próprios para avaliar produtos ou serviços que respondam a essas preocupações. Um olhar que tem relação aos valores essenciais à “moral da marca” e se volta a integridade da origem e produção, e não apenas aos benefícios diretos oferecidos a ele.

O luxo imaterial é essencial para quem consome o material. Investir em seu bem estar, melhorar como pessoa, ajudar as pessoas. Fazer o que se tem vontade para sentir-se realizado pessoal e profissionalmente.

Afinal, de nada adianta TER, se a pessoa não investir no SER.

 

 

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

Buenos Aires: apesar da crise, a cidade ainda encanta

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

A crise na Argentina parece piorar a cada dia. O mercado do luxo no país é um dos que mais se abalaram com a situação do país presidido por Christina Kirchner. Como já falamos anteriormente, aqui no Infinite Luxury, diversas lojas de marcas internacionais fecharam suas portas, em Buenos Aires, por conta da intensificação das medidas adotadas pelo governo argentino para restringir importações e operações em moeda americana.

Ralph Lauren, Louis Vuitton, Nina Ricci são algumas das que já deixaram o país por conta dessa situação. As poucas que restaram estão saindo, o que mostra uma situação com tendência a piorar. Ermenegildo Zegna, que ainda mantinha sua linda loja na Avenida Alvear, no bairro da Recoleta, também fechou, há alguns meses. Tiffany&Co é uma das poucas grifes internacionais que ainda não deixaram o país e segue no Shopping Patio Bullrich, também na Recoleta. A falta de produtos nas lojas dessas marcas foi um dos principais problemas decorrentes da limitação às importações que as impediam de abastecer com artigos do exterior.

Em minha recente visita a Buenos Aires, foi triste notar que, a cada ano, a cidade está mais descuidada e suja e a Argentina, com inflação assustadora. Em relação a junho de 2014, quando estive ali pela última vez, notei que de lá para cá muitos produtos, inclusive os menus em restaurantes tradicionais, tiveram um aumento de 50%. Apesar da moeda argentina estar desvalorizada perante o real brasileiro (1 peso = 3,10 reais), a capital portenha hoje está longe de ser um destino barato para os brasileiros ou ao menos barato como há alguns anos esteve em relação a São Paulo.

Apesar da crise e suas conseqüências, os segmentos de hotelaria, gastronomia e arte ainda garantem à capital portenha seu charme e sofisticação. Hotéis de luxo como Palacio Duhau-Park Hyatt, Four Seasons, Alvear Palace e Faena investem cada vez mais na excelência em serviços prestados e em sua gastronomia. Chás da tarde, brunch aos domingos além do ambiente dos hotéis. O Faena, por exemplo, projetado por ninguém menos que Philippe Starck, é um ícone do luxo contemporâneo e o favorito dos mais antenados que valorizam design, luxo e gastronomia. O ambiente do hotel é moderno e incrível, bem como de seus restaurantes e sua famosa piscina, que tem uma imponente coroa.

Buenos Aires, bem como toda a Argentina, vive uma situação como nunca. Um país que não tinha pobreza, hoje tem na capital federal inúmeros moradores de rua. É triste e inaceitável, como em nosso lindo Brasil, ver um povo chegar a tamanha pobreza e miserabilidade. Como tudo depende do olhar de quem vê, apesar desse cenário, eu ainda olho a capital portenha com brilho nos olhos. O seu luxo intrínseco e seu charme estão vivos em suas construções, em sua história e em seu ar de cidade sofisticada, de que sempre teve fama. A arte, a cultura, a arquitetura e as experiências gastronômicas felizmente parecem ser imortais na capital da Argentina.

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Ralph Lauren abre restaurante em Nova York

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

O designer americano Ralph Lauren abriu seu primeiro restaurante em Nova York no início deste ano, localizado na privilegiada 55th street, entre a Quinta Avenida e a Madison Avenue, próximo à loja conceito de sua linha Polo Ralph Lauren, inaugurada há alguns meses na cidade que nunca dorme.

The Polo Bar, nome do restaurante, tem uma proposta casual mas sem deixar de ser requintado. Seu ambiente leva em sua decoração toda a herança do mundo equestre de Lauren, seguindo o estilo da grife e suas lojas, em maioria, com paredes em madeira e sofisticação típica do estilista. Seu cardápio traz itens clássicos da gastronomia americana com pratos inspirados nos preferidos de Mr. Lauren: carnes, hambúrgueres, aperitivos e ainda pratos vegetarianos.

Este não é o primeiro passo de Lauren na gastronomia. O designer – dono da marca que leva seu nome e cujo símbolo é o discreto cavalinho estampado em suas pólos – já possui restaurantes em Chicago (RL Chicago) e Paris (Ralph’s). Lauren não mediu esforços para que seu novo restaurante seja um ícone na Big Apple: o restaurante conta com uma sala privativa de jantar, com capacidade para até 14 pessoas, ideal para comemoração em família e entre amigos.

A grife investe em sua expansão para outros segmentos, com gestão rigorosa, o que é imprescindível no mercado do luxo: sempre manter a qualidade acima das expectativas de seus clientes, ter distribuição seletiva e, no caso de Lauren, o refinamento, que lhe é peculiar em todas as criações.

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

China ganha mais um hotel de luxo da rede Hyatt

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Park Hyatt, a bandeira de luxo da rede Hyatt Hotels, abre sua quinta propriedade na China, mais precisamente em Sanya (Hainan Island), considerada o “Hawaii chinês”. Com fachada imponente, lago privativo e praia de areia branca, o Park Hyatt Sanya Sunny Bay Resort combina o luxo de privacidade e exclusividade com a acessibilidade, uma vez que está a apenas alguns minutos de carro do Yalong Bay, destino turístico mais famoso da ilha.

O projeto do hotel foi criado pelo arquiteto belga Jean-Michel Gath, da prestigiosa Denniston e com a intenção de replicar a sensação de viver em uma mansão privada à beira-mar. O hotel dispõe de 207 quartos de luxo, incluindo 26 suítes e 17 vilas. Como tradição em suas unidades ao redor do mundo, a alta gastronomia destaca-se nesta propriedade, que conta com sete ambientes de restaurantes, da qual faz parte o acolhedor bar da piscina.

Além do luxo do hotel em si, claro, devemos lembrar que o que torna a hospedagem do hóspede memorável é a experiência, a personalização e o encantamento proporcionado pelo hotel. Hoje o luxo envolve valores emocionais ligados ao bem estar das pessoas e a sensação de sentir-se único.

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

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