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Fendi comemora 90 anos e abre hotel boutique em Roma

fendi roma hotel boutique

Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

O mercado do luxo em Roma ganhará novo empreendimento, no próximo mês. O recém-remodelado Palazzo Fendi dará lugar ao primeiro hotel boutique da grife italiana, Fendi Private Suites, e Palazzo Privé, apartamento privativo projetado pelo Dimore Studio, bem como um restaurante Zuma, de alta gastronomia japonesa. O local abrigará não apenas a maior loja da marca, mas terá peças exclusivas como as feitas sob medida e por artesãos.

Uma das marcas mais desejadas do mundo, Fendi, criada em 1925 por Adele e Edoardo Fendi, há alguns anos pertence ao Grupo LVMH, maior conglomerado de marcas de luxo mundial, e sabe até hoje manter seu posicionamento no segmento. O hotel da marca reflete seu DNA: a perfeita combinação da estética, atenção aos detalhes, design contemporâneo e exclusividade. Tudo isso em um edifício do século 17. As suítes terão decoração de Fendi Casa, linha de móveis da marca, com conceito do arquiteto Marco Costanzi. As diárias terão preço médio entre 700 e 1600 Euros.

Palazzo Fendi roma

A extensão de marca utilizada pela Fendi mostra-se seletiva e consciente, uma vez que atingirá o mesmo perfil de consumidor para suas outras linhas de produtos, seguindo o conceito de excelência e exclusividade que fazem parte do seu negócio. Essa estratégia tende a aumentar sua cobertura de mercado e fortalecer os valores e interesses pela marca, imprescindíveis no mercado de luxo.

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Ralph Lauren: a filantropia como parte de seus valores

ralph lauren filantropia

Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

O estilista americano Ralph Lauren participou fortemente por mais um ano ajudando na batalha contra o câncer. Durante este último Outubro Rosa, a fachada de algumas de suas lojas, como a loja-conceito da Quinta Avenida e a do Soho, ambas em Nova York, foram decoradas e iluminadas com a cor rosa, podendo assim atrair ainda mais consumidores para a causa. Foi além, com presença marcantes em redes sociais como Instagram e Facebook, onde a modelo Sanne Vloet vestia peças de sua coleção Pink Pony, criações exclusivas com 25% das vendas, nos Estados Unidos, destinados à Pink Pony Foundation, entidade criada por ele, que cuida de mulheres que sofrem de câncer de mama.

ralph lauren outubro rosa

O engajamento de Ralph Lauren, vale lembrar, não resume ao Outubro Rosa. Há mais de 20 anos, Lauren participa ativamente em projetos de filantropia. O estilista mantém em plena Madison Avenue, um dos endereços mais cobiçados de Manhattan, o The Ralph Lauren Center for Cancer Care and Prevention, que desde 2005 tem parceria com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center. O centro oferece exames, diagnósticos, tratamento para câncer e psicoterapia, hematologia, cirurgia da mama e serviços de gastroenterologia.

ralph lauren brasil

Além desse comprometimento de Lauren com um trabalho contínuo e sério, o visionário designer americano cria campanhas sazonais como em 2010 quando, com a terrível tragédia ocorrida no Haiti, fabricou uma camisa polo com a bandeira do país, sendo que 100% das vendas foram revertidos para ajudar na reconstrução do Haiti. Outro exemplo, em 2012, com o furacão Sandy, ocorrido em Connecticut, Estado de NY, quando Ralph Lauren fez uma doação de mais de 2 milhões de dólares.

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Ao abraçar a luta contra o câncer, Lauren se diferencia com seu empenho em contribuir e engajar as pessoas em um comportamento consciente de prevenção e filantropia, uma tendência cada vez mais presente nas empresas que lutam por um mundo melhor. Esse é o luxo contemporâneo.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Detox digital virou artigo de luxo em hotel

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Smartphone. WhatsApp. Facebook. Instagram. Twitter.

Estes são apenas alguns dos ícones do mundo digital que alcançam hoje pessoas de todas as idades ao redor do mundo. Algumas mais, outras menos digitais. Todas, porém, sofrendo forte pressão para se renderem às ferramentas online.

Pesquisa realizada pela ecomScore diz que o Brasil é líder no tempo gasto em redes sociais, em média 60% a mais do que o restante do mundo, tendo 45% de sua população online usando 650 horas em média por mês estas ferramentas, seja através de celulares ou computadores.

Seja por lazer, parcialmente por questões de trabalho ou negócios, a verdade é que não podemos negar que o uso de celulares e todos os aplicativos e facilidades que estes nos trazem se tornou um vício. Principalmente no Brasil, se nos atentarmos aos números da pesquisa acima. E apesar de usarmos muito e até sentirmos prazer com tanta tecnologia, se desconectar parece ser um sonho, um luxo muito longe de ser alcançado.

turismo de luxo detox digital

Com o objetivo de incentivar os hóspedes a se desligarem do mundo virtual,a rede hoteleira Grand Velas Resorts lançou um programa de Digital Detox, onde os hóspedes podem optar por deixar seus aparelhos eletrônicos de lado para vivenciar melhor as experiências oferecidas pelo resort em suas unidades da Riviera Nayarit e Riviera Maya,ambas no México. Ao fazer o check in, o hóspede é informado sobre o programa especial e, caso realmente queira participar, será convidado a deixar todos seus equipamentos com a equipe do hotel. Além disso, a TV de tela plana da suíte escolhida será substituída por jogos de tabuleiro.

Férias sem celular. Sem iPad. Sem “selfie”. Sem WhatsApp. Sem Instagram.

Você toparia esse desafio de ficar alguns dias sem acesso ao seu celular e “desconectar-se” do mundo? Já pensou nisso?

Para o consumidor contemporâneo pode até parecer uma abstinência e, de fato, não deixará de sê-lo para os mais “plugados”, mas certamente possibilitará a eles o privilégio de refletir sobre sua própria vida, além, claro, de poder descansar, ler, e principalmente estar próximo (de verdade) das pessoas ao seu redor.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Aproveite os benefícios e privilégios que os cartões de crédito cobram de você

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

As administradoras de cartão de crédito com foco no segmento de alta renda são conhecidas por suas taxas de anuidade elevadíssimas. O que muito cliente não conhece são os muitos benefícios oferecidos, e ao não usufruir deles torna o produto ainda mais caro. Sala Vip, concierge, programa de acúmulo de milhas, assistência e seguros de viagem costumam fazer parte dos serviços prestados por essas empresas, além disso cada bandeira tem sua particularidade que varia conforme a modalidade do cartão (e as taxas cobradas).

A Mastercard, por exemplo, tem o “Mastercard Surpreenda”: programa de pontos que não tem nenhuma relação com seus demais programas de milhagem. A cada compra efetuada com o cartão de crédito ou de débito, o cliente registra 1 ponto. Os pontos podem ser trocados por benefícios como ingressos de cinema, lojas de diversos segmentos, viagens para destinos selecionados em que o acompanhante não paga e restaurantes em que o prato principal do acompanhante é cortesia. Para os clientes Platinum e Black, há restaurantes renomados que participam do programa como A Figueira Rubaiyat, Folha de Uva, Arola Vintetres (Hotel Tivoli Mofarrej), Zucco, Eat,apenas para lembrar alguns nomes, em São Paulo. Clientes Mastercard Black contam ainda com o benefício de Garantia Estendida, onde itens comprados com o cartão recebem garantia de pelo menos 1 ano adicional além da oferecida pelo fabricante do produto. A parte que envolve viagens é uma das mais sofisticadas da bandeira, disponível aos clientes Black, que contam com uma agência exclusiva onde podem efetuar reservas de hotéis, aluguel de veículos, jatos privativos e outros.

A Visa também é forte nos benefícios que envolvem produtos de viagem aos clientes da modalidade de cartão Infinite. Seu programa Visa Luxury Collection reúne hotéis de luxo ao redor do mundo com benefícios que variam de café da manhã incluído nas tarifas, late check-out a voucher para o Spa do hotel, entre outros. Clientes Visa Infinite também possuem Garantia Estendida em até 1 ano (além da garantia do fabricante) para produtos comprados com o cartão. O cartão inclui, claro, os benefícios tradicionais como seguros e assistência em viagens, concierge que indica destinos de sua viagem de acordo com seu perfil e benefícios sazonais, como valet cortesia no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

A American Express é conhecida como uma das mais sofisticadas. Mas, conforme já falamos anteriormente em artigos aqui no Blog do Mílton Jung, no Brasil, a bandeira vem decaindo em seus serviços desde 2006, ano em que passou a ser representada pelo Banco Bradesco. Seu cartão The Platinum Card é o mais sofisticado da bandeira por aqui, pois no exterior o Centurion Card, o “cartão black” da Amex é considerado o mais elitizado. No Brasil, associados ao The Platinum Card tem acesso a uma agência de viagens exclusiva – Platinum Travel Service – onde recebem benefícios em hotéis membros do Fine Hotels & Resorts, como café da manhã, check-in adiantado, massagem no Spa e outros. O cartão tem um diferencial: os pontos adquiridos em compras efetuadas com o The Platinum Card nunca expiram. Nas bandeiras Visa e Mastercard, varia conforme o banco emissor, mas em média os pontos expiram em até 36 meses. Por ser administrado pelo Bradesco, parte de seus benefícios inclui descontos nas salas Bradesco Prime no Cinemark e no Teatro Bradesco.

Com a correria do cotidiano, muitos consumidores não se atentam aos benefícios a que têm direito. Isso vale para cartões de crédito, seguros, bancos e outros. Hoje, porém, o consumidor contemporâneo tem de estar mais consciente e antenado com relação a produtos e serviços. Como sempre prestei muito atenção nestas questões, já houve casos em que eu sabia melhor os benefícios do produto do que o próprio funcionário da empresa – algo bem comum, especialmente, em bancos no Brasil.

E você, já leu o guia de benefícios de seu cartão?

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto deste post é do álbum de Ken Teegardin no Flickr

Os brutos que me perdoem, mas gentileza é fundamental

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Quando falamos em produtos e serviços de luxo inegavelmente esperamos a perfeição. Ou, talvez, a expectativa de que esta exista. Na verdade essa perfeição é (ou deveria ser) intrínseca ao produto de luxo,pois, como já falamos em alguns artigos aqui no Blog do Mílton Jung, esta é requisito para um produto ter tal consideração. Sem falarmos, claro, da alta qualidade, prestígio da marca, sua história e a história de seu criador.

Não podemos deixar de lado os aspectos intangíveis. O que é intangível é uma das principais chaves do sucesso (ou não) das marcas desse segmento. No varejo de luxo, onde a marca, representada por seus funcionários, tem contato direto com o cliente, é mais comum de aparecerem pequenas e, às vezes, grandes falhas no atendimento. A falta de gentileza é uma delas.

Claro que é essencial que vendedores conheçam a história e valores da marca, entendam o universo em que esse cliente está inserido e outros quesitos racionais. Porém, ser gentil é fundamental. Abordagem qualificada, atenção ao cliente e tratamento exclusivo resultam em encantamento. Sem isto, em decepção. Decepcionado, o cliente não volta e a imagem da marca começa a se deteriorar.

A falta de atenção também merece destaque. Recentemente pude observar cena em um hospital de luxo, em São Paulo, bastante significativa. O cliente era atendido e esperava o registro de sua entrada para o exame, enquanto a funcionário, sem olhar para ele, repetia gesto comum hoje em dia: dedilhava o seu celular. E como pude perceber, interagia em seu próprio perfil do Facebook. Algo que pode parecer simples, mas para o cliente, na condição, aliás, de paciente, foi nítido que naquele momento era como se ele nem estivesse ali. Um típico caso em que se identifica a possível falta de treinamento comportamental, que deve essencialmente ser aliado ao treinamento de produto.

Convenhamos, isto já deveria ser mais do que sabido por todos: gentileza e educação são aspectos que profissionais de atendimento devem ter independentemente do segmento em que atuam. Afinal, quem não gosta de ser bem atendido, entendido e encantado?

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Oportunidades e riscos para as marcas de luxo no ambiente online

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Instagram, Facebook, Twitter, Pinterest. Essas são apenas algumas das inúmeras redes sociais que fazem sucesso no mundo. Cada uma com suas particularidades, claro, mas a verdade é que esses canais tornam-se cada vez mais parte da vida dos consumidores (de luxo ou não) e a presença das marcas nesse ambiente se torna “obrigatória”.

De acordo com pesquisa realizada pela empresa americana McKinsey&Company, mais de 45% das compras no mercado do luxo são influenciadas pelo que os compradores encontraram no universo digital. Ou seja, as experiências online podem conduzir a tomada de decisões no mundo real.

Oportunidades ou riscos? Na verdade ambas!

Marcas que atingem seus potenciais compradores com as experiências certas e informações no momento certo tendem a ganhar fatia maior do crescimento e superar concorrentes, além de ser uma oportunidade de trabalhar o lado institucional da empresa. É essencial estar nas redes principalmente para que seus consumidores tenham rápido acesso a seus lançamentos, promoções, campanhas e outros. É uma maneira também de aguçar o desejo de compra,online ou no próprio ponto de venda.

No mercado do luxo, o risco maior é a marca não gerenciar suas redes de forma seletiva e ter sua imagem abalada. Pode possivelmente ainda gerar uma demanda de consumidores que não sejam o seu público-alvo.

Por exemplo, no turismo de luxo, se uma agência de viagens apostar na divulgação de seu nome associado a outros parceiros ou marcas que não sejam exatamente seu perfil (parcerias comuns no Instagram, onde personalidades divulgam marcas em suas contas com milhões de seguidores), poderá atrair ligações telefônicas de consumidores que não tenham poder aquisitivo para comprar seus roteiros personalizados e, neste caso, seria um desperdício da mão de obra (cara) de seus atendentes e consultores de viagens, além de uma certa frustração para o consumidor que desejou mas não poderá comprar.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

A foto que ilustra este post é do álbum de Mkhmarketing no Flickr

Maserati e Zegna combinam elegância e dinamismo em moda e automobilismo

maserati zegna co branding

Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Ermenegildo Zegna e Maserati criaram uma coleção especial de acessórios de moda em homenagem ao lançamento da participação da empresa italiana de alta-costura no interior de novos modelos do fabricante de carros, o Maserati Ghibli e o Quattroporte. A coleção inclui casacos em couro, tênis de edição especial, lenços de seda, itens de marroquinaria e óculos de sol dobráveis.

Mestres artesãos de Zegna criaram um tecido de seda pura com um impacto visual extremamente elevado para o cockpit e assentos dos dois modelos que unem estilo e exclusividade. O tecido combina a sensação de suavidade suave com a aparência elegantemente técnica para entregar dinamismo e um toque contemporâneo, encontrado nos modelos mais emblemáticos da Maserati.

No mercado do luxo, é comum o uso do co-branding, estratégia usada por Zegna e Maserati há alguns anos e agora em novos modelos também. A prática consiste no desenvolvimento de um projeto unindo duas marcas com o objetivo de valorizá-las e fortalecê-las ainda mais.

O co-branding é uma das ferramentas mais importantes para posicionar a imagem de uma empresa que atue no luxo. Tem sido explorado com frequência no cenário competitivo global, em que cada vez é mais difícil diferenciar-se diante de consumidores extremamente exigentes.

A união parece mais do que perfeita: de um lado um dos ícones da moda de luxo no mundo e de outro um ícone do design automotivo de alto luxo. Parceria perfeita! Que visa reforçar valores, herança, história e tradição – algumas das premissas das marcas de luxo.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Com a palavra, o presidente

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Há algumas semanas, comentei em meu artigo no Blog do Mílton Jung sobre a deficiência e falta de personalização no atendimento de bancos brasileiros. Foi dado um exemplo específico onde eu mesmo fui o cliente insatisfeito e perplexo pelo atendimento que até aquele momento havia recebido.

Justo reclamar quando nos sentimos prejudicados ou mal atendidos, com certeza. Justo, também, elogiar quando o atendimento está a altura do que esperamos.

Naquele momento, eu reclamava do serviço prestado pelo banco Itaú Personnalité que havia retirado pontos e benefícios de meu cartão de crédito.

Cansado do atendimento mecanizado, que apenas negava minhas contestações e insatisfações, resolvi enviar o registro de minhas reclamações para o presidente do banco. Sim, o presidente Roberto Setubal. Para minha surpresa, no dia seguinte, recebi contatos das áreas de Qualidade e Ouvidoria da organização.

Ao contrário do atendimento que havia sido prestado até então, além de assumir o compromisso de cuidar das minhas solicitações e reclamações, conversei com funcionarias atenciosas, especializadas e com profundo conhecimento dos produtos do banco. Elas não apenas prestaram as informações corretas referentes às minhas indagações quanto ao Programa Sempre Presente, como pediram desculpas pelo transtorno causado até então. Após a análise, as milhas reclamadas foram devolvidas e a política de pontuação do programa dos cartões mais bem esclarecida.

Esse caso mostra algo que é essencial em qualquer negócio: o olhar do dono, do criador, do fundador. Aliás, uma lição que os brasileiros já haviam aprendido com o Comandante Rolim Amaro que recebia os passageiros da TAM no pé da escada do avião e os estendia tapete vermelho.

Obviamente sabemos que em empresas gigantes como os bancos, é impossível que cada processo da organização passe pelos olhos do dono. Ou do presidente. No caso que tratamos, foi necessário chegar até ele para um cliente ser atendido com a dignidade e respeito que todos os demais merecem.

Centrais de atendimento enormes com um número grande de atendentes versus uma quantidade grande de clientes são passíveis de erros. O nível de competição que temos hoje e o acesso às informações têm tornado os clientes mais exigentes. E investimento em treinamento e capacitação das equipes é essencial.

Independentemente do tamanho da empresa, a chave do sucesso hoje nas organizações é uma estratégica gestão de pessoas, com política de valorização do capital humano. Afinal, produtos não mudam tanto de uma empresa para outra. O verdadeiro diferencial está no atendimento, no relacionamento no conhecimento que seus funcionários têm dos produtos e na forma como encantam (ou não) os seus clientes. É fundamental também dentro dessa gestão mapear e desenvolver líderes com uma efetiva gestão de desempenho.

Os clientes das empresas, sejam bancos, lojas ou outros tipos de negócios, estão nas mãos das pessoas.

Sua empresa tem as pessoas certas para atender, entender e encantar o seu cliente? Sua empresa investe na seleção, desenvolvimento e capacitação de seus profissionais? O líder maior da corporação está disposto a encarar este desafio?

Fique atento, é provável que os seus concorrentes digam sim para todas estas perguntas.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

 

A foto deste post é do álbum de Verlaciudad, no Flickr

O risco de se reduzir preços no mercado de luxo

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Que produtos de luxo comumente tem um preço alto, todos nós sabemos. Seja um produto considerado de luxo acessível, intermediário ou inacessível, todos apresentam alta qualidade e, consequentemente, um preço elevado em comparação a outros produtos. Contudo, a tradicional joalheria britânica De Beers planeja uma redução de cerca de 9% em seus preços, em tentativa de aumentar a demanda – é o que diz a Bloomberg.

A fixação dos preços no segmento luxo é uma resultante de componentes racionais e irracionais. No caso do luxo inacessível, alguns materiais ou ingredientes que entram na composição final podem ser de grande raridade como, no caso da De Beers, os preciosos diamantes. Os produtos considerados de luxo inacessível têm um preço elevado, o que já é esperado pelo próprio cliente. Se compararmos a outro segmento – o de carros -, é como esperar que a Ferrari ofereça descontos em seus automóveis, algo que não existe, justamente por sua aura de raridade, exclusividade e público-alvo muito bem definido e disposto a desembolsar muito para realizar seu desejo.

mercado luxo diamantes joias

Diamantes com preços menores? Não parece soar muito bem. Muitas marcas de luxo acessível e intermediário costumam fazer redução de preços em eventuais datas ou até mesmo para atingir suas metas e equilibrar as finanças, sem deixar contudo, de ter uma gestão rigorosa e seletiva dessa política. Marcas essas que até atuam com produtos extremamente raros, mas que também trabalham com linhas mais acessíveis.

No caso do luxo considerado inacessível, onde se encontra a De Beers, certamente causa espanto essa estratégia. Estamos falando de uma empresa que nasceu em 1888, possui tradição, história, prestígio e é líder no mercado de diamantes mundial. O componente do preço final de mercado explicita o “preço de raridade”, o “preço de exclusividade” de cada uma das peças criadas e de cada um dos modelos inventados. Esse fator irracional, integrado ao preço final, é o valor que deverá pagar cada consumidor para garantir sua vinculação a uma classe especial, que adquire objetos exclusivos, originais, diferentes de um produto de luxo mediano.

O preço de um produto de luxo inacessível deve fundamentalmente fazer parte da estratégia da marca. Ele dará a conotação de raro, único e algo feito especialmente para um determinado cliente. Neste caso, seguindo as regras de uma gestão do luxo estratégica, a De Beers deveria usar outras ações para tentar alavancar suas vendas, e não mexer em sua política de preços, até mesmo porque a imagem da marca poderá ser abalada perante seus clientes tradicionais e admiradores.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Tempo, o luxo inacessível da sociedade contemporânea

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Por Ricardo Ojeda Marins

Artigo publicado no Blog do Milton Jung (Rádio CBN)

Falta de tempo. Essa talvez seja uma das expressões mais usadas no mundo contemporâneo. Expressão ou, muitas vezes, uma desculpa ou justificativa para aceitar o que não fizemos, o que não conquistamos e, até mesmo obrigações, que não cumprimos. Gerir o próprio tempo não é uma tarefa fácil e poucos a realizam com êxito. Durante a vida, muitas pessoas torcem para o tempo passar rápido. Muitos esperam ansiosamente às 18 horas ou que chegue logo a sexta-feira ou ainda para que algo melhor aconteça em sua vida.

Obviamente é muito bom ter momentos de lazer, de descanso e aproveitar o fim de semana com quem gostamos e amamos. Porém, acredito que a maior parte dos que buscam com tanto ansiedade para que esse tempo passe rápido não têm noção da importância do seu próprio tempo e de como está em suas mãos as escolhas do que fazer com ele.

Tempo não volta, não se devolve. O tempo passado já foi. É como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes. Será que pra serem felizes as pessoas precisam sempre esperar a sexta-feira? Será que muitas delas passam cinco dias infelizes fazendo o que não gostam no trabalho para ter dois dias felizes?

mercado do luxo tempo

A verdade é que quando não estamos satisfeitos com algo, seja um trabalho que não gostamos ou qualquer outra atividade que cause desconforto, a primeira reação é torcer para que aquilo acabe logo. Mas não refletimos o quanto isso faz mal e está em nossas mãos o poder de mudar, inovar, de “tirar o gesso” que nos prende. Já para “tirar o gesso”, é necessário olhar para si próprio, investir em seu autoconhecimento através de ferramentas como terapia ou coaching, por exemplo.

Somente conhecendo a si próprio é que você poderá descobrir seus verdadeiros talentos para, então, correr atrás de seus sonhos e torná-los metas realizadas. Assim, certamente seu tempo – precioso – será otimizado e não lamentado. Com a realização pessoal e profissional, você estará pleno e passará a dar importância de verdade para o seu tempo, fazendo bom uso dele e encontrando o verdadeiro sentido da sua vida.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

 

As fotos deste post são dos álbuns de Artistania e Fraublucher no Flickr

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