Arquivar para fevereiro, 2011

Viver em Cingapura pode ser uma experiência extraordinária

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Imóveis de alto luxo na região chegam a valer até US$ 22 milhões

Segundo recente pesquisa publicada pelo Boston Consulting Group, Cingapura tem a maior densidade de milionários que qualquer outro país no mundo. O país ocupa o 18º lugar na lista de países em termos de concentração de milionários. À primeira vista pode parecer estranho, mas pesquisando mais profundamente, torna-se claro que não apenas a economia de Cingapura foi resistente em tempos de dificuldade econômica, como o país também tomou medidas importantes para se tornar um ótimo lugar para trabalhar e viver. Outra razão para o seu sucesso explica-se pelo seu mercado ferozmente competitivo. A edição 2010 do Anuário de Competitividade Mundial publicada em Maio, que demonstra como as nações emergentes e industrializadas estão gerenciando seus governos, empresas e infra-estrutura, classificou Cingapura como a nação mais competitiva do mundo, seguida por Hong Kong. Esta foi a primeira vez em décadas que os dois países ultrapassaram os Estados Unidos, que costumavam manter a liderança e agora aparecem em terceiro lugar.

Sendo um país em galopante crescimento, seu mercado de imóveis de luxo foi um dos mais destacados. Como 85% de seu mercado residencial é composto por unidades construídas pelo governo, apenas 15% representam o setor privado, subdividido em condomínios e casas de classe baixa e média, bem como imóveis considerados de alto luxo. Portanto, menos de 5% das propriedades englobam a categoria high-end (de alta qualidade).

Há uma conhecida preocupação do governo para que não haja um superaquecimento do mercado residencial de massa, procurando mantê-lo dentro da faixa de preço e disponibilidade da população. Mas esta ação não tem a menor ligação com o mercado de luxo e nem qualquer relevância ou impacto sobre os preços de unidades em áreas nobres como os distritos 9 e 10 ou regiões como Marina Bay e Sentosa. O aumento de preços nessas regiões é a menor das suas preocupações, especialmente porque os moradores destas áreas prestigiosas são milionários e, além disso muitos, se não a maioria dos compradores no segmento de luxo são estrangeiros que adquirem imóveis para investimento ou até mesmo para moradia e lazer. Para o governo, os preços dos imóveis de alto valor agregado não são necessariamente indicações de uma possível bolha imobiliária e nem prejudicam o mercado de massa. Os preços super elevados dos bens imóveis de luxo são geralmente um sinal positivo de investidores do mundo colocando seu capital nesse mercado, reflexo de sua confiança nele.

Um dos mais recentes lançamentos de alto luxo é o condomínio Kasara The Lake, situado na ilha de Sentosa, composto por 13 villas, de 5 ou 6 quartos, avaliadas entre US$ 14 e US$ 22 milhões. São luxuosas residências situadas em área nobre e com vista para o lago e um invejável campo de golf. As cozinhas foram projetadas pelo designer Antonio Citterio, reconhecido mundialmente e que participou dos projetos do Hotel Bulgari de Milão e Bali. O lugar ideal para aliar conforto e relaxamento sem perder a sofisticação. Tudo isso muito próximo à maior marina de Cingapura e a apenas 10 minutos do centro financeiro da cidade. O empreendimento é do grupo YTL, com sede na Malásia, que também atua com projetos de hotelaria e varejo de luxo. Moradores de Cingapura bem como de outros países asiáticos e europeus foram alguns dos privilegiados compradores dessas villas.

O mercado de imóveis comerciais também vive um ótimo momento. A Orchard Road, uma das principais ruas do comércio de luxo local, foi considerada a 27ª rua de varejo mais cara do mundo, de acordo com a Colliers International, consultoria especializada no segmento imobiliário.

Segundo a empresa, para o aluguel de um ponto comercial ali, desembolsa-se, em média, a partir de US$ 330 o metro quadrado. O segmento de hotelaria também vem recebendo altos investimentos. Prova disso é o Marina Bay Sands, um resort de alto luxo, com 55 andares, restaurantes pilotados por renomados chefs, museus, cassino e famoso por sua impressionante piscina de 150 metros de comprimento que chega a dar a impressão de extravasar o horizonte. Esse empreendimento está representando um crescimento marcante para o turismo na cidade.

De acordo com estrategistas do banco suíço UBS, preços de imóveis das classes baixa e média devem permanecer sem aumento, pelo menos nos próximos 12 meses. “Imóveis de luxo situados em Sentosa, Nassim Road e Ardmore Park, onde o metro quadrado em condomínios ultrapassa US$ 3 mil, podem ter a partir de agora até o final do ano, uma valorização de 5 a 8% dos preços”, disse Kelvin Tay, estrategista chefe de investimentos do UBS de Cingapura. “O governo não tem interesse em controlar o mercado imobiliário de alto padrão, ao contrario do que faz com o mercado residencial baixo e médio”, diz ainda Tay.

Tendo a Ásia o mais rápido crescimento do número de população milionária no mundo, Cingapura destaca-se como um dos principais epicentros de operações econômicas e investimentos em geral. Muitos asiáticos e europeus com alto poder aquisitivo e investidores, possivelmente desiludidos com o desempenho de seus bancos, estão se direcionando confiantes ao investimento no mercado imobiliário.

Rolls-Royce busca atrair consumidores mais jovens

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Ícone da elegância aristocrática investe no consumidor que dirige o próprio carro

Os luxuosos automóveis Rolls-Royce foram utilizados pela aristocracia no século passado e atualmente continuam a ser utilizados por reis, rainhas e presidentes pelo mundo afora. Muitos atributos e qualidades vêm à nossa mente quando pensamos na prestigiosa marca, porém, jovialidade certamente não é um deles. Fundada em 1906 por Frederik Henry Royce e Charles Stewart Rolls, como resultado de uma parceria realizada entre eles em 1904 em Manchester, no Reino Unido, a marca inglesa que ficou famosa pela fabricação dos mais luxuosos automóveis do mundo quer mudar sua imagem e busca agora atrair jovens consumidores de alto poder aquisitivo. A empresa diz nunca ter trabalhado com agências externas de propaganda e afirma que está em conversação com algumas delas para campanha de seu novo sedã, o modelo Ghost. “Não é algo que já tenhamos feito no Reino Unido anteriormente, mas estamos interessados em conhecer idéias de profissionais de algumas agências com experiência no mercado automotivo”, diz a empresa.

O modelo Ghost inaugura um novo segmento da marca, sendo jovial e menor que o modelo Phantom, seu carro-chefe. O público-alvo é o cliente Rolls-Royce que dirige o próprio carro, buscando o desempenho dos grandes sedãs de luxo, com aparência sóbria e elegante. Externamente, ele apresenta a forte identificação visual da marca, com a inconfundível grade dianteira cromada, e com o símbolo “RR”, sinônimo de sofisticação e exclusividade. Apelidado de “baby roller” em uma tentativa de ser moderno e cool, o modelo é ainda considerado mais aerodinâmico e esportivo, segundo especialistas. Apesar de atrair o consumidor jovem, seu valor segue a precificação dos bens produzidos pela grife. O modelo custa £ 190 mil (cerca de R$ 532 mil).

O luxuoso sedã inglês possui sistema de estabilização Anti-Roll, impedindo a inclinação da carroceria em curvas, sistema Night Vision, que mostra na tela LCD do computador de bordo imagens de uma câmera posicionada na grade dianteira. Isso permite ao motorista ver nitidamente imagens de objetos que estejam a mais de 300 metros de distância. No item segurança, o Ghost é equipado com um sistema que detecta e avisa o motorista sobre mudanças de faixa sem indicação de seta, prevenindo uma sua eventual distração. Mike Pratt, especialista em design, afirma que seu interior em couro é todo costurado à mão e chega a levar duas semanas para ficar pronto, desde a escolha e preparação das peças até seu acabamento. O luxo e a sofisticação estão presentes em cada detalhe, como o guarda-chuva embutido na porta dianteira, que sai do seu compartimento apenas com o toque de um botão.

De acordo com Helmut Riedl, diretor de engenharia da empresa, “o Ghost é um Rolls-Royce”. Isso significa que, apesar de seus extraordinários números de performance, ele foi desenvolvido para oferecer potência refinada. Tais características são ilustradas pelos significativos níveis de torque disponíveis a baixas rotações, o que faz a arrancada ser muito suave e proporciona uma relaxante experiência de dirigir. “Nosso desafio foi preservar o nível de conforto e fornecer a mais interessante e dinâmica pilotagem jamais vista em um Rolls-Royce”, diz ainda Heidl.
Segundo o jornal americano The Wall Street, as vendas do novo modelo Rolls-Royce Ghost – marca de alto luxo pertencente ao Grupo BMW -, saltaram para 220 carros em maio de 2010 contra os 51 no mesmo mês em 2009. Nos primeiros cinco meses, as vendas da Rolls-Royce totalizaram 678 em comparação com 276 veículos no mesmo período do ano anterior.

Para os apaixonados por automóveis e tecnologia, mais uma tentação que certamente aguçará o desejo de adquirir o carro: em parceria com a Apple, foi criado um aplicativo exclusivo do Rolls-Royce Ghost para usuários do iPhone e do iTouch, onde é possível conhecer detalhes do modelo em fotos e vídeos, além de customizá-lo escolhendo uma das 12 cores disponíveis, opções do revestimento em couro, acabamento da madeira e outros. Após montado, seu carro poderá ficar guardado em uma garagem virtual. Puro luxo contemporâneo e interativo.

Ao tentar atrair esse consumidor, a Rolls-Royce deve ser cuidadosa com as estratégias a serem utilizadas. O perigo é, evidentemente, uma campanha de marketing excessivamente ambiciosa trazer aumento de popularidade à marca em curto prazo, porém com o risco de sacrificar a longo prazo seu prestígio e sua credibilidade, uma vez que é símbolo do clássico, da elegância e da exclusividade.

O primeiro automóvel produzido pela Rolls-Royce, em 1906


Carros antigos: o luxo do passado ainda mais desejado e valorizado

Bugatti Type 57SC Atlantic

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Modelos antigos atraem colecionadores e apaixonados por carros

Enganam-se os que pensam que o sucesso dos carros antigos ficou no passado. Com certeza eles marcaram épocas, mas ainda estão presentes não apenas em cenas de cinema, mas sim na vida real e são desejados por muitos consumidores, além de altamente valorizados, podendo alguns deles valer alguns milhões de dólares.

No início a indústria automobilística, não tendo referências de modelos anteriores, produzia verdadeiras obras de arte e engenharia criadas a partir de necessidades específicas e os veículos não eram uma mera evolução do modelo anterior. Muito diferente do passado, hoje há maior competitividade, inclusive entre as marcas de automóveis de alto luxo no Brasil e no exterior. E para os carros antigos e históricos, os preços de muitos modelos chegam a ultrapassar qualquer modelo atual de luxo. Com sede em Londres, o Hagi (Historic Automobile Group International), é uma carteira de índices que determina valores de carros raros e clássicos. “Dois fatores determinantes para o preço são os números produzidos e o desempenho de corrida”, diz Dietrich Hatlapa, fundador do Hagi. “Se você tem sucesso de corrida, isso pode significar que o valor do carro supere de 300 a 400%. Porém, se restaurado, o veículo pode ser menos valioso do que o original”, diz ainda Hatlapa.

Ferrari 250 Testarossa 1957

Os grandes eventos de leilões de carros antigos trazem raridades para os admiradores, e gastos que podem ser milionários para os colecionadores. O valor de muitos modelos antigos é realmente alto, mas as pessoas que colecionam compram pelo desejo e emoção. De fato, são carros históricos e raridades que não voltam mais, já que muitos deles tem um charme incomparável e foram produzidos em série limitada. Nesses leilões eles são expostos com pintura nova, motor original e pequenas modificações que deixam o carro ainda mais charmoso, tornando a escolha uma tarefa difícil. Boa parte dos compradores têm o objetivo de realizar exposições, até mesmo porque a quantidade de aficionados pelo tema é enorme.

Em maio de 2010, foi leiloado em Santa Monica, na Califórnia, o carro considerado o mais valioso do mundo. Por mais de US$ 30 milhões, o modelo Bugatti Type 57SC Atlantic, originalmente fabricado em 1936, foi adquirido por um comprador não divulgado. “Estou muito feliz por encontrar o novo comprador desse luxuoso e clássico modelo de 1936, um dos automóveis mais valiosos e importantes do mundo, pertencente a coleções particulares e raramente visto durante as últimas quatro décadas”, diz David Gooding, presidente e fundador da Gooding & Company, empresa que promoveu o leilão. Apenas três modelos Bugatti SC foram fabricados, sendo um deles pertencente ao estilista americano Ralph Lauren, dono de uma invejável coleção de carros.

Ferrari 250 GTO modelo 1963

Muitas são as marcas de carros clássicos históricos desejados por apaixonados e colecionadores. Considerada ícone do mercado de luxo automotivo, a Ferrari não poderia estar ausente. Seu modelo 250 GTO modelo 1963 (foto acima) foi adquirido pelo DJ britânico Chris Evans este ano, por nada menos do que £15milhões, em leilão realizado pela RM Auctions. Apenas 33 unidades deste modelo foram produzidas no mundo. E no mundo dos leilões de carros de luxo também predomina a excelência na apresentação do produto e dos serviços. Um bom exemplo é a estratégia usada pela RM Auctions, organizadora de leilões da Ferrari. Para um seleto grupo de clientes, há um programa de experiências proporcionadas durante os quatro dias que antecedem o dia do leilão, que acontece no centro de logística da equipe de Fórmula 1. O programa inclui visitas ao museu da marca italiana e à sua linha de montagem, além de um passeio até alguns castelos onde ficam coleções particulares, para apreciar alguns dos modelos que foram comprados em leilões anteriores.

Uma das paixões do consumidor brasileiro está ligada a carros e afins. O mercado de carros antigos de luxo é restrito e seletivo, com algumas lojas especializadas no país, contando ainda com a Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), entidade sem fins lucrativos fundada em 1987 por um grupo de apaixonados por carros antigos. A FBVA coordena as atividades dos clubes associados, como BMW Car Club Brasil, Chrysler Clube do Brasil, Museu do Automóvel de São Paulo e outros, além do calendário de eventos do segmento, sendo filiada a FIVA (Federação Internacional de Veículos Antigos), fundada em 1966 e com sede em Bruxelas. O calendário de eventos do órgão no Brasil é extenso. Durante todo o ano, há exposições em diversas regiões do país.

Em São Paulo, há lojas especializadas em carros antigos esportivos, clássicos, vintage e de alto luxo. A Private Collections, que fica no Jardim Europa, tem um showroom admirável onde podem ser encontrados importados com poucos anos de uso até modelos clássicos e históricos dos anos 50, 60 e outros, como Cadillac, Jaguar, BMW, Mercedes ou ainda uma Maserati ano 1974 com apenas 20 mil quilômetros de uso. De acordo com Ricardo Robertoni, diretor da loja paulistana, um dos fatores que tem encorajado a compra de antigos é a valorização. “A maioria dos carros clássicos não desvaloriza e alguns ainda têm seu preço inflacionado, como é o caso de alguns conversíveis europeus”, diz.  Robertoni afirma ainda que ter carro antigo também representa um estilo de vida.

Encontrar um carro antigo não é o mesmo que encontrar um carro novo ou um lançamento. É uma busca insaciável que faz parte da paixão dos colecionadores e admiradores dessas máquinas que marcaram épocas, fizeram e ainda fazem sucesso além de, em muitos casos, remeter o seu consumidor a momentos inesquecíveis de sua vida, como a infância ou a juventude.

http://www.rmauctions.com/

Vacheron Constantin inaugura luxuoso espaço em Buenos Aires

O luxo da alta relojoaria suíça agora no Petit Palais da capital portenha

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

A renomada grife suíça Vacheron Constantin abriu um espaço exclusivo em Buenos Aires. A grife, cuja sede fica em Genebra, escolheu a capital da Argentina para acolher o seu maior ponto-de-venda na América do Sul. O local escolhido foi o Petit Palais, pertencente à tradicional joalheria Simonetta Orsini, que fica no bairro da Recoleta, a poucos passos da Avenida Alvear, endereço de grifes de luxo como Hermès, Nina Ricci e Ralph Lauren, além do luxuoso Alvear Palace Hotel.

Localizado no primeiro andar do Petit Palais, o espaço Vacheron Constantin segue toda a concepção estética e histórica da maison da marca, na Suíça. O espaço dedicado à preciosa alta relojoaria oferece um cenário que une o luxo e a sofisticação, além de ser acolhedor e confortável. Vale destacar a espetacular arquitetura e interiores elegantes com acabamento em madeiras selecionadas, couro e móveis finos criando uma atmosfera de confiança e serenidade, além, é claro, dos tão cobiçados relógios da marca, aguçando o desejo dos consumidores.

A inauguração, que ocorreu no final de maio de 2010, foi seguida por um jantar no Cigar Club Cohiba Atmosphere, clube privativo para apaixonados por charutos cubanos e que fica no terceiro andar do luxuoso empreendimento. Para esta ocasião especial, peças exclusivas de Vacheron Constantin foram exibidas, atestando o design elegante e sofisticado, a excelência técnica e a perfeição que definem a tradição secular e o know-how inigualável de Vacheron Constantin.

Petit Palais é o nome da mais nova e luxuosa unidade de Simonetta Orsini, joalheria que desde 1920 atende ao consumidor de luxo da Argentina e internacional. Estar no elegante edifício histórico nos remete a 1926, ano de sua construção, onde estão concentradas marcas de luxo do segmento de jóias e da alta relojoaria como Cartier, Chanel, Baume & Mercier, entre outras. O clássico espaço de 800 metros quadrados foi originalmente criado pelo arquiteto e artista norueguês Alejandro Christophersen, que também projetou algumas das obras mais notáveis da arquitetura de Buenos Aires, enquanto a reforma ficou por conta do arquiteto argentino Gustavo Gontovnikas, que já assinou projetos em diversos países da América Latina para marcas notáveis como Lacoste, Paula Cahen D’Anvers e outras.

Juan Carlos Torres, CEO da marca suíça, prestigiou pessoalmente a inauguração, destacando a importância do mercado argentino, onde a marca está presente há mais de 160 anos. “Em 1850 enviavam-se peças para apenas duas cidades de toda a América – Nova York e Buenos Aires”, explicou Torres. A Vacheron Constantin, que faz parte do Grupo Richemont, fabrica cerca de 17 mil relógios por ano, com preços que iniciam em US$ 15 mil e podem chegar à casa dos milhões de dólares americanos. Há cinco  anos, por exemplo, em comemoração ao aniversário de 250 anos da marca, foi criado um modelo de edição limitada, vendido apenas na maison de Genebra, ao preço aproximado de US$ 1 milhão.

“Vimos que em Buenos Aires não havia um lugar onde se pudesse respirar o luxo”, diz Miriam Kohen, sócia-diretora de Simonetta Orsini e diretora do Petit Palais Buenos Aires. Assim, o novo ícone da Recoleta visa responder à premissa de realizar e tornar tangível, de alguma forma, a suntuosidade. O conceito de luxo parece ter mudado nos últimos tempos. “Hoje o luxo tem mais ligação com a experiência, com o momento de prazer em que você escolhe um objeto específico, do que o objeto em si”, diz ainda Kohen.

Fundada em 1755 por Jean-Marc Vacheron, a grife Vacheron Constantin é uma das marcas mais tradicionais da alta relojoaria, e o mais antigo fabricante de relógios do mundo em atividade. Desde 1996, a marca pertence ao grupo Richemont, um dos maiores conglomerados de empresas de bens de luxo, que também detém marcas como Cartier, Montblanc, Jaeger-LeCoultre e outras. Presente com boutiques próprias na Europa, Estados Unidos, Ásia e Oriente Médio, os produtos da prestigiosa grife também podem ser encontrados em joalherias especializadas na América do Sul, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Caracas e Buenos Aires.

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